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Tétum Praça/TétumTerik

O tétum clássico, falado na sua área original é designado por tétum terik, ou tétum los, que significa correcto, verdadeiro. É a língua dos Belos, sendo estes os povos da região de Balibó e Atambua, distrito que hoje faz parte do Timor Indonésio. O território de Timor Leste, segundo se supõe, estaria à chegada dos portugueses sob o domínio dos Belos.
O tétum falado em Dili é muito menos puro, menos rico vocabular e gramaticalmente que o das outras zonas onde é a língua própria, sendo então ao tetum, mais puro, que dá a denominação de tetum terik.

Embora o mambae seja a língua falada por um maior número de pessoas, o tétum é considerado a língua veicular, pois é a língua mais conhecida e mais falada, encontrando-se espalhado por quase todo o território de Timor-Leste.

É falada com algumas variações nas seguintes áreas:

- em Viqueque e Lacluta, no distrito de Viqueque
- Barique e parte de Soiada, no distrito de Manatuto
- em Fatu-berliu e Alas, Tutuluro e parte de Bétano, no distrito de Same
- no distrito de Cova-Lima, na zona do Suai, Fohorém, Tilomar e Fatuméan,
e na área de Zumalai, em Raimera
- no distrito de Bobonaro, em Batugadé, Cová e Balibó
- em Dili e subúrbios

O tétum foi também difundido pelos missionários, fora das regiões primeiro cristianizadas, uma vez que o usaram como língua das orações, gramáticas e dicionários. Foi adoptado em todo o território como a língua da catequese, à excepção do Oe-Cussi, em que se usou o baiqueno e de Manatuto em que se usou o galóli.

Antes de 1975 a maior parte da população era bilingue, falando além da sua própria língua o tétum. O tétum era utilizado pelos diferentes grupos nas relações entre si, estando o português reservado para a escrita e fins culturais oficiais.

Durante o século XX, o desenvolvimento de Dili como centro administrativo e comercial fez com que o tétum-praça se espalhasse ainda mais, assumindo um papel unificador em relação ao povo timorense e diferenciador em relação a outros povos.
Durante o período de ocupação indonésia o tétum parece ter-se difundido, devido quer ao aumento das comunicações, quer a um desejo de identidade e diferenciação nacional.

No tétum praça casino francais avec bonus sans depot ou tétum de Dili, são adoptadas muitas palavras tanto em português como em malaio. O uso paralelo do português e do tétum além de ter permitido
a absorção de vocabulário e de padrões de sintaxe e de estrutura frásica do português.
O uso do português como língua escrita foi um obstáculo ao desenvolvimento do tétum na sua forma escrita, resultando daí que até hoje não existe uma forma-padrão de tétum.

A pobreza de mecanismos internos de derivação da língua dificulta a criação de novos vocábulos. Continuam a ser utilizados apenas dois processos: a criação de substantivos compostos e o recurso a vocábulos portugueses que sofrem uma alteração fonética.

É possivel também encontrar vocábulos importados do malaio. De facto, estes visitaram frequentemente as costas de Timor no século XV, parecendo terem sido os primeiros
a aparecer regularmente em terras timorenses e a explorar o comércio de sândalo.
Daí que o vocábulo malae tenha adquirido o significado geral de estrangeiro, pessoa de fora-parte, pessoa estranha à ilha. Através do malaio o tétum recebeu também vocábulos holandeses, como por exemplo balanda, que significa muito claro, louro.

Os timorenses adoptaram também vocábulos de cortesia, parecendo que expressões deste tipo não existiam na língua, como é caracteristico de sociedades muito hierarquizadas e ritualizadas.

O tétum terik, clássico, evidencia diferenças de estatuto social pelo uso de uma linguagem de cortesia convencional. No tétum praça são raras, aplicando-se quase exclusivamente a Deus e aos Santos.

 

 
 
 
 

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