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A deficiente rede de infra-estruturas de saneamento básico, aliado a uma ainda mal organizada estrutura da saúde levam a que, em Timor, tanto a mortalidade infantil como a esperança média de vida do povo, estejam muito aquém dos números considerados aceitáveis.

Embora estejam agora em plena fase de reestruturação, os serviços de saúde até meados de 2002 estavam cerca de 8% do total de serviços existentes entregues à Igreja, 3% a entidades particulares, às ONG’S (Organizações Não Governamentais) cerca de 40% e, finalmente, ao Estado cerca de 49%.

O problema timorense, à semelhança de muitos outros países no mundo, tem a ver também com a enorme escassez de quadros especializados na área da saúde. Esta realidade leva a que a cobertura o território em matéria de cuidados de saúde seja muito deficiente. 
Todos estes elementos conjugados levam a que em relação às mortes à nascença, 80 nascituros por cada 1000 partos não consigam resistir. Quanto às mães, em cada 100 000, cerca de 420 morrem durante o parto.
Os números que se referem à mortalidade infantil abaixo dos cinco anos de idade, é de 144 crianças por cada 100.000.

O rendimento per capita da população é um dos mais baixos dos países asiáticos, facto que se reflecte, obviamente, nas famílias e na sua alimentação. Não é de admirar que a percentagem de crianças subalimentadas ou com o peso inferior ao recomendado para a idade seja de 44.5%.
Esta má nutrição ajuda à proliferação de doenças onde a malária se destaca como uma das mais mortíferas. A juntar a esta estão as do foro intestinal, como diarreias, cólera e as relacionadas com aparelho respiratório, destacando-se aqui a tuberculose.

A malária é a responsável pelo maior número de mortes na população timorense tendo sido registados (muitos casos de malária não chegam a ser conhecidos) em Janeiro de 2000 cerca de 62 000 e destes cerca de 40 resultaram em mortes.

A esperança média de vida ronda os 57 anos, sendo que à nascença, a probabilidade de não chegar aos 40 anos ronda os 32%, sendo uma percentagem mais alta quando apontamos para os 60 anos. Aqui a percentagem é de 76%.

Esperança média de vida à nascença

 

1997 1999 2001
54 anos 56 anos 57 anos

A estabilização da situação política em Timor, a reorganização do Estado e das suas estruturas sociais, permitem pensar que a situação que se vive hoje em Timor Leste pode sofrer uma evolução positiva nos próximos anos.

 
 
 
 

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