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Rice in East Timor

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img850From Carlito Pinto's master thesis, available from this site, with drew small part that tells the story of the introduction of rice in East Timor and its importance to the local population.

A agricultura timorense antes da aplicação do plano de Fomento nos anos 60 era uma actividade muito primitiva e de baixa produtividade. Os timorenses cultivam o pedaço de terra que está junto à sua habitação, por vezes por alguns metros quadrados apenas de solo empobrecido por culturas seguidas sem fertilização. A preparação do solo é efectuada com meios rudimentares, um pau ou um ferro aguçado que picam o terreno, principalmente para o nivelamento e a construção de diques para obter um nível de acumulação de água nos tabuleiros mais uniforme. Os tabuleiros são preparados de forma muito primitiva, com o auxilio de búfalos que espezinham a terra, amassando-a juntamente com as ervas.A caracterização e Aproveitamento Tecnológico de Variedades de Arroz Autóctone de Timor-Leste semente que havia sido posta a germinar três dias antes é depois lançada directamente ao tabuleiro.  Não se aplica fertilização, as colheitas são para consumo directo e não há uma selecção de semente para o cultivo. Após o estabelecimento do II Plano de Fomento em 1960 (Reis, 2000), a abertura de novos terrenos para o cultivo de arroz e a melhoria da rede de irrigação nos principais centros agrícolas em Viqueque e Baucau nos anos 1960 marcou o início de uma nova época agrícola em Timor-Leste.  A introdução de tractores em número suficiente e a criação de vários centros de extensão rural em Natarbora, Betano e Loes ocorreram nesse período. Assim como o esforço governamental, os colégios de Missionários em Fatumaca, Fuiloro e Maliana contribuíram para a introdução e promoção das máquinas agrícolas. Novas variedades de arroz, tais como, IR-5 e IR-8, foram trazidas do IRRI em Los Baños Filipinas introduzidas e difundidas com maior sucesso nos anos 1970 (Gonçalves et al., 1974). Nos finais dos anos 1990 ainda se utilizam as sementes dessas variedades pois, foram consideras as melhores variedades para o território com ou sem adubação. Outras inovações introduzidas, a par das novas sementes foi o método de transplante de cultivo do arroz irrigado e os primeiros ensaios de utilização dos fertilizantes químicos (adubação azotadas e fosfatadas) e obtendo-se rendimento paddy entre os 4,3 a 5,5 ton/ha (Gonçalves et al., 1974).  As mudanças nos vários sectores da economia no período entre 1960 a 1970 (Reis, 2000) e as várias recomendações apresentados pelos grupos de investigadores (principalmente do MEAU), não foram acompanhadas com seriedade na aplicação dos Planos de Fomento e além disso, os sucessivos conflitos políticos no território, fizeram com que a agricultura timorense fosse e continuasse a ser ainda hoje uma agricultura de subsistência de baixa produtividade e pouca desenvolvida. O mesmo caminho foi seguido durante mais de duas décadas (1975 – 1999) pelo regime Indonésio. O desenvolvimento agrícola foi a principal preocupação do governo indonésio, fazer com que Timor-Leste conseguisse a auto-suficiência alimentar. Para atingir este objectivo, foi criado um programa nacional de intensificação da cultura do arroz (chamado “BIMAS”) que se caracterizava pela adopção das tecnologias da revolução verde tais como a utilização de máquinas agrícolas em larga escala, sementes híbridas, fertilização química e uma maior rede de irrigação. O resultado foi um investimento substancial na irrigação que resultou num aumento da produção do arroz em Timor-Leste. Ao contrário da época da administração Portuguesa, a prioridade do desenvolvimento agrícola foi concentrada em regiões da parte ocidental do território nomeadamente em Maliana e Suai.

Caracterização e Aproveitamento Tecnológico de Variedades de Arroz Autóctone de Timor-Leste Durante a administração indonésia, as populações eram obrigadas a viver num sítio fortemente controlado para facilitar as operações militares e ao mesmo tempo os indonésios introduziam os métodos e técnicas agrícolas. Alguns mecanismos de melhoramento da cultura do arroz em Timor-Leste vieram  através de um programa chamado transmigração criado na Indonésia. Este programa consistia em deslocar agricultores da Indonésia e trazê-los para Timor-Leste para introduzir novas técnicas agrícolas, tais como sistema de tracção animal (muito utilizado em Bali) e que teve algum sucesso principalmente na parte ocidental de Timor-Leste.    Em 1999, a infra-estrutura agrícola sofreu uma destruição muito significativa devido aos conflitos verificados no território. Após a independência, o governo e vários ONG trabalharam juntos para reconstruir a agricultura timorense através da reabilitação das infraestruturas, aumento da capacidade de recursos humanos e dando formação aos agricultores, e a criação de um centro de extensão rural que consiste na distribuição de sementes de variedades melhoradas mais resistentes a doenças e mais adaptado ao clima local.    Para a realização do plano de reconstrução, o Ministério da Agricultura, Floresta e Pescas de Timor-Leste (MAFP) organizou uma estrutura incluindo um conjunto de pessoal administrativo e funcionários de campo para gerir a reconstrução do sector agrícola. Houve um esforço considerável de reabilitação e de substituição de infra-estruturas agrícolas e de instalação do processamento de produtos agrícolas tais como: maquinaria do processamento do café, máquina descascadora de arroz para as aldeias e debulhadoras de milho (MAFP, 2006).

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