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Danças

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Danças
Olo-boi
Sama hare
Suru boek
Liku
Tebe
Makikit
Bidu
Lore
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O Timorense é dotado de um sentido de sociabilidade muito profundo. Gosta de conviver, de ser prestável e amigo. Como vive em aglomerações dispersas, faz por nunca perder as ocasiões que encontra para se reunir com os outros, seja para trabalho, seja para festas.

As danças tradicionais, que são sempre uma parte das cerimónias, são expressão de vários sentimentos, como o agradecimento, a alegria ou a tristeza. A cada sentimento correspondem diferentes formas de cânticos. Outras vezes, as danças assemelham-se aos movimentos dos animais, como por exemplo o tebe samea (dança da cobra) que tem a sua origem no Suai.


Olo-boi

 

Expressão de tristeza, quando uma pessoa morre, a comunidade dedica esta dança às almas do Matebian, a montanha sagrada considerada mansão dos mortos, ou à alma da pessoa falecida.



Sama hare

É uma forma de cantar e dançar que, literalmente, quer dizer pisar arroz, ou seja, debulhá-lo, pisando-o com os pés, dançando e cantando a um ritmo determinado, por vezes, ao longo de toda a noite. Esta dança chama-se sama hare porque costumava ser realizada na altura das colheitas. É então uma dança de trabalho, executada em círculo, ao ritmo dos pés que vão pisando e separando o grão das espigas de arroz. Juntando
o útil ao agradável, o Timorense vai sentido o trabalho mais leve e não poucas vezes agradável.

 



Suru boek

 

Dança com origem em Manatuto, inicialmente, era só um cântico dos pescadores que todas as noites se faziam ao mar para recolher peixe para fazer o balsaun, uma comida característica do distrito. É, a par com o tebe, uma das danças mais populares. Imita os gestos dos pescadores de camarão, quando estes mergulham as redes na água. A cada arcada inicial do violino, os homens elaboram passos e param frente a uma fila de senhoras, solicitando-as e volteando a compasso marcado pelos pés. Podem ser também as mulheres a solicitar os homens, com um lenço branco entre as mãos que se apertam, obedecendo a praxes estabelecidas.



Liku

Dança de roda, lenta, a compasso de cânticos, que se alternam entre os homens
e as mulheres. Acompanhado por gongos, todos se encontram voltados para o centro e abraçados, lado a lado, pelas costas. Dando passo em frente, passo atrás, aceleram o ritmo saltando de vez em quando.

 



Tebe

 

Um grupo de pessoas canta e dança em círculo de mãos dadas, batendo o ritmo com os pés no chão. Talvez seja o estilo musical e a dança mais popular entre os timorenses.
Os seus temas vão desde as piadas até ao trabalho, da sexualidade, à crítica às autoridades. Habitualmente é uma canção cantada à noite, à roda de uma fogueira nas montanhas, ou simplesmente ao luar nas regiões mais quentes.
Também conhecido por tebedai ou tebe-tebe, hoje é dançado nas cerimónias religiosas ou quando se recebem hóspedes ou estrangeiros. É dançado ao ritmo do babadok (pequeno tambor de forma afunilada, com cerca de 30 a 40 cm), e o dadir (disco metálico, ou gongo, em forma de prato, com um diâmetro não inferior a 20 cm e não superior
a 40 cm).
 


Makikit

 

Ou a dança da águia. É animada por gongos, dadir, tambores e flauta de bambu, tocados a um ritmo poderosamente rápido. Originalmente, ilustrava a águia em voo de reconhecimento, mas quando após quinze anos de tentativas, conseguiu, finalmente, ser recriada fielmente no exílio por José Pires, Francisco Tilman e Albina da Costa, esta dança, adquiriu um significado de poder e liberdade profundos.
 


Bidu

 

É uma dança em linha. As mulheres tocam um tambor pequeno, o babadok, preso por baixo dos seus braços. Enquanto os homens dançam o Lore.


Lore

 

É uma dança que envolve um complicado movimento de pés, executado pelos homens que oscilam, acima das suas cabeças, as espadas, a um ritmo muito particular.

Outras danças de Timor são o tari lenso, dança que utiliza o lenço de mulher, o danca dahur e o tari manu-abe, de Maliana.

Normalmente, quando as danças são interpretadas em ocasiões públicas, são usadas as roupas tradicionais, tais mane para os homens, e tais feto para as mulheres, assim como okaibauk, um diadema representando o Crescente, feito em ouro ou prata, e usado na testa.

Os homens, no pescoço usam o belak , o medalhão Timorense de grandes dimensão.
É denominado belak mean, quando feito em ouro e belak mutin quando é de prata.
É frequentemente oferecido pelas mulheres, visto a sua forma circular lembrar a lua cheia que embeleza as noites e como tal, simbolizar a beleza feminina. Os homens, por sua vez, colocam os manu fulun na cabeça, penachos de galo, e nas mãos carregam as suas espadas, surik. Nos pulsos das mulheres, são colocadas pulseiras finas, as kelu, assim como anéis, kadeli, e no pescoço, os valiosos e raros colares de coral, os morten.

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