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Artesanato - Motivos

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Motivos

 

Se interrogados sobre a razão de determinados motivos usados no seu artesanato,
a resposta normalmente é a de que já assim faziam os avós. Os motivos usados são sobretudo figurativos ou geométricos.

Ao analisar os motivos figurativos, concluiremos que estes geralmente se referem
a elementos que estão profundamente ligados à história timorense, às suas crenças This is a full guide to how banks credit score you, boosting your ability to get mortgages, credit cards and more, plus a trick to instantly get your free credit report . animistas, ou que estão ligados à história de uma família ou clã, como por exemplo,
o gato, que é o emblema do clã de Tchailoro por ter salvo, em determinada ocasião,
o avô dos avós.

A casa e a árvore são muito utilizadas como motivos decorativos. Esta última tem para
o timorense uma grande importância, pois é a ela que vai buscar alimentos, os materiais com que constrói as casas e confecciona o seu vestuário e os utensílios domésticos.
É o símbolo de uma ordem universal ao mesmo tempo que é, no plano religioso,
a ligação entre o mundo inferior, médio e superior- é o eixo do mundo tripartido.
Cada aldeia possui uma árvore sagrada. Junto da árvore ou à sua sombra reúnem-se
as grandes assembleias para discutir o destino das comunidades. Como motivo figurativo, raramente surge isolado, associando-se a outros elementos, quer como complemento, quer como símbolo integrador de todos esses elementos.

O barco também surge como elemento de ornamentação. Os timorenses, apesar de viverem rodeados por mar, não são marinheiros e só ocasionalmente se tornam pescadores – só em Ataúro se vive da pesca. No entanto, há uma tradição de navegação ligada aos seus antepassados, tradição esta que se encontra nos mitos. Dizem-se vindos de além-mar (de ilhas mais ou menos distantes, como as Celébes, ou do Continente asiático), mas uma vez finda a odisseia em que se empenharam, voltaram as costas ao mar e às actividades com ele relacionadas. As representações, de forma estilizada ou realista dão, no entanto, testemunho desta tradição marítima.

O corpo humano, encontrado frequentemente nas criações artísticas timorenses várias vezes tem um significado simbólico que visa a protecção contra espíritos malignos, ou a recordação dos antepassados, que por sua vez também têm um papel protector.
Atribui-se muitas vezes a este símbolo poderes mágicos: os motivos possuem, frequentemente, a energia mágica do ser representado, o que reforça o seu papel protector.

São também representados animais. Entre estes, encontramos o veado, o búfalo, associado ao crocodilo que o trouxe de além-mar, o cavalo, sendo que alguns panos que o representam, usados nas trocas matrimoniais, valiam, em tempos, o mesmo que o próprio cavalo. Aparecem também o cão, a serpente, que tem um sentido religioso muito profundo, o galo, peixes e outros animais aquáticos. Finalmente, e sendo este, talvez, o animal mais utilizado na temática mitológica, o crocodilo é muito representado, uma vez que os timorenses o consideram ligado à sua própria existência.

Quanto aos motivos geométricos, têm um sentido mais preciso: a estrela é representação da estrela da manhã. Triângulos dispostos ao longo de adições sucessivas de espirais duplas, mostram o caminho das almas, ou seja, o caminho feito pelos antepassados desde a sua morte até alcançar o lugar de repouso definitivo. A linguagem visual transforma-se, então, em linguagem de signos e símbolos. A perfeição das figuras pouco interesse tem para estes artífices: tanto vale um simples esboço, como um desenho acabado! O mais importante para ele é ter definido um sistema de comunicação.


 



 
 
 
 

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